
À Beira do Lago nasce do olhar atento sobre a vida que acontece entre as águas, as margens, as casas, os barcos e os silêncios. Cada imagem é um convite para desacelerar e perceber a paisagem não apenas como cenário, mas como território vivo, onde natureza, memória e cotidiano se encontram.
Como fotógrafa, busquei registrar a delicadeza dos lugares que muitas vezes passam despercebidos: o movimento das águas, a presença das comunidades ribeirinhas, a força das árvores, a espera dos barcos e a imensidão do céu refletida no lago.
Esta exposição é uma travessia visual sobre pertencimento. É sobre estar à beira — da água, da memória, da vida simples e profunda que pulsa nas margens.
Foto 01 — Vista aérea do lago
Do alto, o lago revela sua grandeza silenciosa. As águas se estendem como caminho, espelho e morada. À margem, pequenas construções parecem guardar histórias de quem vive em diálogo constante com a natureza. Esta imagem abre a exposição como um convite à contemplação: antes de chegar perto, é preciso enxergar a imensidão.

IMG_1903 — Casas sobre as águas
Nesta fotografia, as casas à beira do lago parecem flutuar entre o céu e a água. A paisagem carrega uma beleza simples, feita de madeira, reflexos e nuvens abertas. Registrei esse momento para mostrar como a vida ribeirinha se sustenta na relação íntima com o território: a casa, o rio, o vento e o tempo.






